sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Seres Irritantes do cotidiano, Parte I

O Mestre Pagliacci

Mistura de professor de ensino Médio com homem de meia-idade em crise de identidade, esse mestre passa mais de três quartos de suas aulas fazendo piadas para seus alunos, sendo que menos de um quarto desses acha graça. O Mestre Pagliacci é da nova geração, comunista de carteirinha, e pior, acha que as meninas de 14 anos estão interessadas nele (não estão) e que os meninos conhecem Led Zeppelin (não conhecem).

O Mestre Pagliacci em mais uma de suas piadas entediantes


James, o baladeiro

James é da classe média e sua vida se resume a uma única coisa: as festas. James não trabalha, tem seu curso universitário pago pelo pai (mas não estuda, só vai por causa das festas) e dorme até o meio-dia, todos os dias. James acha que é o sujeito mais legal do mundo e conhecedor-mor do que há de melhor na noite da cidade, pede dinheiro para a mãe (que acha que o mesmo vai se formar engenheiro) e fala a cada cinco minutos sobre as sensações do ecstasy que consumiu. James 'fica' com muitas mulheres, porque de fato, há muitas e muitas mulheres iguais a James neste mundo.

Pagando de Bloody Mary, mas é só Fanta mesmo


Dr.Antônio Mendes, Psiquiatra

O Dr. Mendes é aquela pessoa que tem a certeza que é a melhor do mundo, seja em qual coisa for. Se você falar que fez um ovo frito, o Dr.Mendes vai cortar a sua fala na hora e dizer que ontem "fez um ovo frito que todos aplaudiram". O Dr.Mendes não escolhe área de atuação. Em seus 50 anos, ele foi desde o melhor jogador de futebol até o melhor jogador de peteca, passando por dominó e jogo da velha. Agora imaginem ele falando dele sobre sua profissão, aí então, Freud e Jung estão sempre errados e ele certo,Piaget é um babaca e Lacan um simples amador perto de sua sapiência. O Dr.Mendes 'se acha' tanto que a maioria de seus pacientes (dos que restam) acaba se curando, simplesmente para nunca mais terem que se deparar com esse insuportável ser (aliás, ele é vinculado ao SUS). 

Coitado do garçom que venha a se deparar com ele.

Dr.Mendes puto após perder um par ou ímpar






quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os videos musicais mais legais de todos os tempos, Parte I

Beck Hansen- "The New Pollution"

Do discaço, "Odelay" (um dos melhores discos 'pop' que já ouvi), o clip faz uma reverência/referências a evolução da música pop ocidental a partir dos anos 50, como também as influências recebidas pelo próprio autor da música. A batida remete a "Taxman" dos Beatles (encontrada no disco deles, "Revolver", que por sinal é o meu predileto dos Fab Four) e o arranjo, espetacular.

http://www.youtube.com/watch?v=uxugaMpt1vU&playnext=1&list=PLDCBF05EC25B7BEE2&feature=results_video

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Grandes Discos que muita gente diz ter ouvido, mas bem poucos se lembram ou na verdade, não o ouviram mesmo, parte V

Burning Spear- Marcus Garvey

Há muita gente que acusa o reggae de ser um estilo demasiadamente indolente e as vezes, até monótono. Concordo com relação a alguns reggaezeiros. No caso aqui, a banda Burning Spear, a coisa é diferente. O som contagia desde o início, com seus arranjos reggae roots e letras políticas, embora seja difícil de imaginar uma revolução a ser feita com um som tão relaxante. O líder desta banda jamaicana, Winston Rodney  homenageia o líder Marcus Garvey (1887-1940), que criou o movimento nacionalista negro, "Volta à África". 
Os arranjos deste disco (diz-se que Rodney detestou a 'pasteurização' que a gravadora deu ao seu som 'roots', tendo em vista é claro, o mercado dito 'branco' que abraçara o movimento reggae através de Bob Marley) são econômicos e ao mesmo tempo, abrangentes. Você consegue sem esforço algum escutar o disco do início ao fim, e pede por mais. As letras falam das injustiças cometidas contra o povo negro, e pedem a redenção do mesmo. 

Eu, que não sou fã do gênero, apreciei e muito este álbum. Ouvi-lo repetidas vezes, traz tanto os sabores caribenhos/jamaicanos, quanto atenção aos poemas.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Links legais via StumbleUpon, Parte I







Os 25 filmes mais espetaculares que você provavelmente não viu (dos postados eu vi "Era Uma vez no Oeste"; "O Segredo dos seus Olhos"; "Persepolis"; "A Queda" ; "Sangue Negro"; "O Mundo de Andy" e "Romeu + Julieta". (depois percebi que o criador da página é um adolescente,,,daí alguns filmes bem conhecidos do publico, que até são antítese ao título da página,,,mas realmente há alguns bem interessantes e desconhecidos):


http://www.highexistence.com/25-spectacular-movies-you-probably-havent-seen-part-2


Esse é interessante (e instigante, talvez decepcionante, depende do ponto de vista):

http://make-everything-ok.com/

Esse é muito, muito legal: você coloca o nome de uma banda (ou cantor) e ele diz a bebida que você deve tomar para acompanhar a música (por exemplo, eu estava escutando a banda proto-punk "The Dictators" e a bebida sugerida foi "Uma Garrafa de vinho encorpado",,,e olha que "The Dictators" é quase desconhecido hoje em dia,,,então o 'estoque' deles de bandas é bem amplo)

http://drinkify.org/

Neste aqui, você dá algumas sugestões do que está afim de ler, ele faz as combinações necessárias e lhe dá o livro que você provavelmente esteja procurando. A seleção dos temas é feita através de uma 'balança' entre os adjetivos (você pode escolher 4 dentre as balanças):

http://www.whichbook.net/

Este é fantástico. Oito Incríveis videos em velocidade acelerada, que nos apresentam: 1) uma lagartixa (já morta) sendo totalmente devorada por uma colônia de formigas; 2) A explosão de uma represa; 3)O progresso de um tratamento de arcada dentária através de aparelho ortodôntico; 4) O céu, do anoitecer ao amanhecer; 5)  Júpiter 6) Um cesto de frutos e um prato de carnes apodrecendo 7) O crescimento de fungos 8)O crescimento de gavinhas.

http://www.cracked.com/blog/8-sped-up-videos-that-shatter-your-idea-ordinary-things/?wa_user1=1&wa_user2=Science&wa_user3=blog&wa_user4=feature_module










sexta-feira, 27 de julho de 2012

Grandes frases que nunca ninguém ouviu, Parte II




"Antes bêbado do que idiota" (João Netto, alcoólatra convicto e semi-intelectual nas horas vagas)

"Meu médico morreu da mesma doença da qual ele não me curou" (epitáfio de Henrique Spezia)

"A moda é gostar de cães. Por isso eu prefiro os gatos, eles são avant-garde" (Ernestina de Souza, dona de 37 gatos e marchand aposentada)

"O melhor regime do mundo é ser miserável" (Milton dos Campos, miserável)

"As pessoas só começaram a me respeitar depois que eu rezei o Pai-Nosso em latim. Isso sempre impressiona e assusta, as pessoas sempre temem o desconhecido" (Zildo Schlwiskaia, funcionário público")


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Letras antíteses de "Ai, seu eu te pego", Parte IV

"When I Die" (Laura Nyro)


Tanto pode ser uma letra altamente pessimista, mas também pode ser ouvida como realista, resignada e ao final de contas, quem sabe até mesmo otimista. Nyro, uma excelente compositora que até fez algum sucesso como cantora no final dos anos 60, fez uma espécie de epitáfio em vida. Ela começa a música ''Eu não tenho pavor de morrer, e eu realmente não me importo, se quando eu morrer eu encontrarei a paz. Deixo o tempo chegar para saber se há paz no morrer". Tétrico, não? Mas há beleza nisso também, principalmente no seu refrão, "e quando eu morrer, e quando eu me for, haverá uma criança que nascerá para levar o mundo adiante", uma realidade talvez (talvez) reconfortante. Ela usa também uma ironia genial, fruto da mente cristã ocidental, quando diz que "Eu juro que não há céu, mas rezo para que não haja inferno" e conclui, resignada que "isso eu não vou saber em vida, só a morte me responderá". A versão musical de Nyro é mais emocionada, típica das interpretações da cantora. Eu conheço uma excelente versão da banda de jazz-rock "Blood, Sweat and Tears", que utiliza de arranjos mais elaborados, que inicia-se com um triste solo de harmônica, mas com o passar da música a banda vai aumentando o vigor,da interpretação, resultando em uma tradução musical bem mais alegre.


A VERSÃO DE LAURA NYRO:








Link para download, versão de Blood, Sweat and Tears:








quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estórias com Moral, Parte II

O melhor amigo do inimigo


O amigo devia para todo mundo no bairro, da mãe para baixo. Ele tinha uma pessoa para a qual mais devia, que era o melhor amigo. Ele também devia (muito) para Carlinhos Boca Brava, deixando inclusive este último com o nome sujo na praça. Carlinhos Boca Brava para fazer jus a alcunha, resolver dar um basta aquela situação, pegou sua arma, um revólver 38, e foi até a casa do devedor. No caminho encontrou o melhor amigo do devedor, que ao saber das intenções do Boca Brava tentou demovê-lo da intenção. Boca Brava ficou bravo, matou o melhor amigo do inimigo, foi preso logo em seguida e pegou 10 anos de cadeia, morrendo 2 anos depois em uma briga dentro do presídio. 


Moral da estória: o devedor se livrou de duas dividas.






A comida


Um homem entrou em um restaurante. Serviu-se no bufê, e sentou-se próximo a porta. Uma dupla de assaltantes entrou logo em seguida e fez a tradicional coleta no caixa e por extensão nos clientes. Ao chegarem no homem da nossa estória, que mal havia começado a comer, um deles disparou em tiro certeiro na boca do homem, por estar a boca deste (do homem) suja de feijão.


Moral da estória: O homem morre pela boca e nem só de pão vive o homem, mas morre também.


O sermão do Padre 


Era um frio dia de inverno, e poucos vieram ao culto da manhã de domingo. O padre local sentindo a falta de devoção e comprometimento do seu rebanho, fez um sermão severo professando que hoje aqueles que buscam o calor de suas casas e se esquecem de Deus, buscarão o mínimo dos frios para refrescar o mínimo que seja o calor dos infernos. Nisso, uma senhora de seus 77 anos se levantou, e foi embora. O Padre interrompeu o sermão e questionou-a sobre isso, e ela respondeu: "se a gente vai para o inferno só por causa de querer um pouco de calor e conforto, então Padre, se eu for ver os pecados que eu fiz durante a vida, não adianta mais ficar aqui passando frio."


Moral da estória: Ela morreu no caminho de casa. Se foi para o inferno, eu não sei.