quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Leituras para curar insonia, Parte V

Ranking da Média de Público, Final 2013 -Campeonato Brasileiro Séries A,B,C e D
(contam-se apenas os jogos como mandante) 


Posição Clube Divisão Média de Público
01 CRUZEIRO (MG) A 28791,78
02 SANTA CRUZ (PE) C 27820,46
03 FLAMENGO (RJ) A 26231,73
04 CORINTHIANS (SP) A 24430,31
05 SÃO PAULO (SP) A 23115,26
06 FLUMINENSE (RJ) A 21849,36
07 VASCO DA GAMA (RJ) A 19850,42
08 GRÊMIO (RS) A 19766,84
09 SAMPAIO CORRÊA (MA) C 19663,61
10 BAHIA (BA) A 18449,42
11 BOTAFOGO (RJ) A 15932,00
12 SPORT (PE) B 15686,05
13 PALMEIRAS (SP) B 14973,84
14 VITÓRIA (BA) A 14779,68
15 CORITIBA (PR) A 14649,63
16 CEARÁ (CE) B 13847,42
17 FORTALEZA (CE) C 13384,60
18 GOIÁS (GO) A 12680,05
19 ATLÉTICO (MG) A 11857,10
20 CRICIÚMA (SC) A 11547,42
21 VILA NOVA (GO) C 11314,90
22 NÁUTICO (PE) A 11306,00
23 SANTOS (SP) A 10405,15
24 ATLÉTICO (PR) A 8772,10
25 JOINVILLE (SC) B 8407,57
26 CENTRAL (PE) D 7897,60
27 BOTAFOGO (PB) D 7892,62
28 PAISANDÚ (PA) B 7557,10
29 INTERNACIONAL (RS) A 7234,00
30 SALGUEIRO (PE) D 6827,85
31 CHAPECOENSE (SC) B 6723,73
32 PONTE PRETA (SP) A 6413,68
33 CRB (AL) C 6332,60
34 PARANÁ (PR) B 6256,84
35 AVAÍ (SC) B 6053,00
36 FIGUEIRENSE (SC) B 5124,10
37 PORTUGUESA (SP) A 4841,63
38 LONDRINA (PR) D 4440,60
39 TREZE (PB) C 4150,60
40 ABC (RN) B 4116,94
41 CRAC (GO) C 4038,60
42 ATLÉTICO (GO) B 3687,52
43 GUARANI (SP) C 3384,50
44 JUVENTUDE (RS) D 3246,87
45 ICASA (CE) B 3175,36
46 YPIRANGA (PE) D 2872,50
47 AMÉRICA (MG) B 2588,84
48 CAXIAS (RS) C 2557,80
49 OESTE (SP) B 2338,47
50 GOIANESIA (GO) D 2331,00
51 CSA (AL) D 2117,50
52 ASA (AL) B 2001,89
53 MACAÉ (RJ) C 1860,70
54 AMÉRICA (RN) B 1857,63
55 BOA ESPORTE (MG) B 1829,78
56 SERGIPE (SE) D 1729,00
57 METROPOLITANO (SC) D 1669,16
58 MIXTO (MT) D 1645,33
59 TUPI (MG) D 1626,14
60 GUARATINGUETÁ (SP) B 1588,21
61 BOTAFOGO (SP) D 1537,25
62 BRASILIENSE (DF) C 1528,10
63 PARAGOMINAS (PA) D 1507,00
64 LUVERDENSE (MT) C 1466,16
65 NACIONAL (AM) D 1339,50
66 PARNAHYBA (PI) D 1329,25
67 APARECIDENSE (GO) D 1273,25
68 SANTO ANDRÉ (SP) D 1240,40
69 BRAGANTINO (SP) B 1077,00
70 AGUIA (PA) C 973,30
71 GRÊMIO BARUERI (SP) C 939,50
72 MOGI-MIRIM (SP) C 922,30
73 VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) D 876,00
74 GUARANY (CE) D 841,25
75 RIO BRANCO (AC) C 685,80
76 BARAÚNAS (RN) C 608,50
77 MARCÍLIO DIAS (SC) D 587,00
78 SÃO CAETANO (SP) B 581,78
79 ARACRUZ (ES) D 545,00
80 TIRADENTES (CE) D 524,50
81 GURUPI (TO) D 469,50
82 PENAPOLENSE (SP) D 467,75
83 PLÁCIDO DE CASTRO (AC) D 467,50
84 CUIABÁ (MT) C 428,90
85 POTIGUAR (RN) D 426,00
86 MADUREIRA (RJ) C 370,04
87 ÁGUIA NEGRA (MS) D 363,75
88 ARAXÁ (MG) D 357,50
89 DUQUE DE CAXIAS (RJ) C 351,10
90 MARANHÃO (MA) D 332,75
91 NOVA IGUAÇÚ (RJ) D 327,00
92 BRASÍLIA (DF) D 322,75
93 LAJEADENSE (RS) D 289,25
94 RESENDE (RJ) D 247,40
95 GENUS (RO) D 241,25
96 BETIM (MG) C 209,40
97 JUAZEIRENSE (BA) D 199,50
98 VILA NOVA (MG) D 173,00
99 NÁUTICO (RR) D 137,50
100 J.MALUCELLI (PR) D 134,75
101 YPIRANGA (AP) D 81,50

CLASSIFICAÇÃO POR ESTADOS


Posição Nºde times Estado Média de Público
01 06 PERNAMBUCO 12068,41
02 02 MARANHÃO 9998,18
03 09 RIO DE JANEIRO 9668,90
04 04 BAHIA 8576,15
05 05 PARANÁ 6850,78
06 05 RIO GRANDE DO SUL 6618,95
07 05 CEARÁ 6354,62
08 16 SÃO PAULO 6157,93
09 02 PARAÍBA 6020,61
10 08 MINAS GERAIS 5929,19
11 06 GOIÁS 5887,55
12 07 SANTA CATARINA 5730,28
13 03 ALAGOAS 3483,99
14 03 PARÁ 3345,80
15 04 RIO GRANDE DO NORTE 1752,26
16 01 SERGIPE 1729,00
17 01 AMAZONAS 1339,50
18 01 PIAUÍ 1329,25
19 03 MATO GROSSO 1180,13
20 02 DISTRITO FEDERAL 925,42
21 02 ACRE 576,65
22 01 ESPÍRITO SANTO 545,00
23 01 TOCANTINS 469,50
24 01 MATO GROSSO DO SUL 363,75
25 01 RONDÔNIA 241,25
26 01 RORAIMA 137,50
27 01 AMAPÁ 81,50
             

sábado, 30 de novembro de 2013

Leituras para curar Insônia, Parte IV

A relatividade da Riqueza e a escravidão do mercado     



Há de se pensar o seguinte: os homens mais poderosos do século XVI (ou até mesmo XVII, XVIII, XIX e de todos os séculos que os antecederam), possuíam muito dinheiro, mas não tinham o conforto que um trabalhador possui nos dias de hoje. Eles podiam comprar os cavalos mais rápidos do mundo, mas nenhum destes é mais rápido do que um ônibus ou trem. Podiam ter bastante comida, mas não com muita frequência esses alimentos eram frescos. Ok, a comida de hoje em dia, também não é frequentemente fresca, mas ao menos a tecnologia consegue enganar-nos. Um rei não dispunha de eletricidade (e todo o conforto proporcionado por ela) e sua diversão (ou preenchimento do tédio) necessitava da participação de outras pessoas (a não ser que fosse um rei leitor). Um rei havia de esperar meses por uma resposta de correspondência, se submetia a tratamento médicos insanos e frequentemente inócuos. Quero dizer que esse Rei era infeliz e nós trabalhadores somos felizes por ter esse conforto? Absolutamente. O que quero explanar é que a riqueza material é simplesmente relativa, no momento em que os fabricantes começaram a perceber que poderiam impor necessidades humanas, necessidades estas que os humanos não têm, a partir desse momento, escravizou-se o ser humano. A mercadoria deixou de ser o fim, para se tornar o começo. Por exemplo, durante toda a minha vida nunca precisei utilizar um telefone celular (e nunca me fez falta). Do momento em diante que passei a ter um, fui escravizado. Não vou nem mais ao mercado da esquina sem o levar, sempre suspeitando de uma emergência no meio do caminho, para eu avisar na minha casa. Um dia sem internet (utilíssima por sinal) é um dia de tristeza e só a comecei usar plenamente com mais de 30 anos de idade. Aliás, a internet é um belo exemplo de como nos condicionam a querer o novo/melhor: lá em 1998, quando para carregar uma página demorava uns 10 bons minutos, e a gente ainda ficava maravilhado. A velocidade foi aumentando (meu primeiro download musical demorou 7 dias, em um música de 5 minutos), hoje quando baixo arquivos de 1 Gb  que demoram um pouco além da conta, já começa-se a reclamar da lentidão... E o mercado nos oferece televisões, geladeiras, e todo um universo de máquinas que durante milhares de anos nunca nos fizeram falta, mas que hoje nos deixaram dependentes.

A propaganda, se era a alma do negócio, hoje é a nossa própria alma.

domingo, 17 de novembro de 2013

Seres irritantes do Cotidiano, Parte II

Ernesto- O pseudo-intelectual do ano

Ernesto tem a certeza absoluta que é intelectual e provavelmente uma das pessoas mais cultas do país, quiçá do mundo. O pior é que Ernesto é tão intelectual quanto a Xuxa Meneghel. Para ele, "Sociedade dos Poetas Mortos" é um filme sobrenatural, as obras de Paulo Coelho o supra-sumo da literatura mundial e a discografia do Chico Buarque muito superior as obras de Bach (do qual ele só conhece a "Ave-Maria", que na verdade, nem "Ave-Maria" é). Ernesto adora ir em festas para dissertar sobre assuntos diversos, discorre com magnificência sobre política, embora esta magnificência alcança um pouco mais do que o óbvio. Ernesto nunca conseguiu passar em Concursos Públicos (já tentou 6 vezes) no que o leva a velha máxima de que "concursos são manipulados", mesmo sabendo que o Prefeito seja seu irmão.


Flavinha- A engraçadinha


Flavinha adora fazer piadas sobre tudo, mas nunca são engraçadas. Pregar peças nos seus amigos de trabalho está dentre seus passatempos prediletos, e seus colegas a odeiam profundamente e só a toleram (ou melhor, são obrigados a tolerar) por ela ser sobrinha do dono da empresa. Nas festas de fim de ano, Flavinha torna-se particularmente insuportável, sempre roubando o microfone para cantar alguma música sertaneja (e fingindo chorar nos ombros do primeiro azarado que esteja próximo), dançando exageradamente para chamar a atenção (e chama, mas negativamente) e seu predileto, brincando com a comida. Flavinha, que até é uma mulher bonita, já teve 5 namorados, porém nenhum dos namoros durou mais de 2 meses.

Betão- O fanático por futebol


Se o futebol fosse proibido, Betão ou cometeria suicídio ou seria preso em 5 minutos. Betão não fica um instante sem falar em futebol, e defende apaixonadamente e as raias da obsessão o seu time de futebol, que não poderia deixar de ser o Flamengo. Betão assina três jornais esportivos, campeonato brasileiro completo em TV paga, assiste a todas as mesas redondas e briga todo santo final de semana com seus vizinhos vascaínos, tricolores, botafoguenses. De fato, Betão briga até com torcedores do Olaria e do  Mogi-Mirim, contabilizando cerca de 10 prisões por agressão física (embora Betão tenha apanhado em todas elas) e 25 autos por perturbação do sossego (em cada vitória do Flamengo). Betão é tão chato que nenhuma torcida organizada o aceitou.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Excertos Literários praticamente desconhecidos, Parte II

Preâmbulo às instruções para dar corda ao relógio
-Julio Cortazar-

Pense nisto: quando dão a você de presente um relógio, estão dando um inferno enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar. Não dão somente um relógio, muitas felicidades e esperamos que dure porque é de boa marca, suíço com âncora de rubis; não dão de presente somente esse miúdo quebra-pedras que você atará ao pulso e levará a passear. Dão a você- eles não sabem, o terrível é que não sabem-, dão a você um novo pedaço frágil e precário de você mesmo, algo que lhe pertence mas não é o seu corpo, que deve ser atado a seu corpo com sua correia como um bracinho desesperado pendurado a seu pulso. Dão a necessidade de dar-lhe corda todos os dias, a obrigação de dar-lhe corda para que continue a ser um relógio; dão a obsessão de olhar a hora certa nas vitrinas das joalherias, na notícia do rádio, no serviço telefônico. Dão o medo de perdê-lo, de que seja roubado, de que possa cair no chão e se quebrar. Dão sua marca e a certeza de que é uma marca melhor do que as outras, dão o costume de comparar seu relógio aos outros relógios.

Não dão o relógio, o presente é você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio.

(extraído de "Histórias de Cronópios e de Famas", p.36, Ed.Círculo do Livro, 1985)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Obras Incrustadas em Pedra, Parte V

A Sétima Sinfonia de Brückner


A Sétima é a sinfonia mais querida de seu autor, desde a estreia em Leipzig,1883, regida pelo lendário Arthur Nikisch, provavelmente porque o frescor de suas melodias, sua intensidade harmônica e o brilhante colorido da orquestra fazem com que cheguem ao ouvinte de forma muito direta. A isso se une a riqueza de expressão, que vai desde a exaltada serenidade do lamento fúnebre, à mais pura alegria, tudo adornado de grande riqueza. Como sempre, no primeiro tempo, o autor utiliza os três temas, e na reexposição, realiza um novo desenvolvimento dos mesmos. O adagio impregnado de profundo caráter fúnebre, Bruckner despeja toda a tristeza que sentia pelo que previa ser a morte de Wagner e, de fato, após esse acontecimento, e como homenagem ao músico alemão, incluiu quatro tubas wagnerianas, concluindo o movimento com uma emotiva música fúnebre. O scherzo, em uma tonalidade distinta dos movimentos anteriores, cria uma forte impressão. ao longo dele há toda uma série de modulações, inversões e combinações contrapontísticas (Brückner era fascinado pelo contraponto de Bach) que lhe dão uma riqueza de caleidoscópio; trata-se de um dos scherzi mais enérgicos e abruptos de seu autor, que também constrasta com um trío com ar de ländler de uma grande delicadeza. No finale, onde se mesclam a solenidade e o humor, Bruckner volta a fazer alarde de uma arquitetura tonal tão sutil como no resto da sinfonia; construído em uma forma sobre a qual os estudiosos não chegaram a um acordo, possui uma organização própria e original, e baseia-se na ideia das relações tonais. A forma nasce, portanto, como resultante de três forças tonais bem diferenciadas e que atuam em direções opostas sem nunca perder o ritmo básico.